Debate e o falso moralismo

Parte dos jornalistas, metida a comentarista, classificou o debate da TV Bandeirantes, realizado na noite do último domingo (18), como de baixo nível, sob o argumento de que a população queria ouvir “propostas”. A assertiva é falsa e mentirosa, pois não encontra respaldo nem na própria natureza humana, tampouco na essência belicosa que caracteriza a reta final de uma campanha eleitoral entre dois modelos de governo totalmente antagônicos. As pessoas não param diante de uma TV para assistir a seus gladiadores “falando das flores”, muito menos afinam os ouvidos para melodias ou promessas vãs. Não, em absoluto! As pessoas normais — aqui entendidas como aquelas que não se escondem atrás da hipocrisia — estão pouco se lixando para esse ideário de debate celestial, concebido por quem pretende transformar o confronto político em um recital de boas maneiras. O debate, no formato da Band, guardadas as devidas proporções, é a vida como ela é, sem maquiagem. E a torcida é espectadora de momentos capazes de revelar as fragilidades humanas em toda a sua extensão, sem o anteparo dos marqueteiros. Esse é um sentimento intrínseco à natureza humana, que se manifesta, em maior ou menor grau, no nosso cotidiano, inclusive entre os hipócritas que dizem o contrário, mas que, diante do primeiro embate, transformam-se em lobos vorazes. Quem não estiver disposto a vivenciar o calor dos debates, com propostas, quando cabíveis, xingamentos e até cadeiradas, que procure um cemitério, onde o silêncio ecoa entre aqueles que um dia tiveram um coração pulsando. O resto é conversinha besta, de gente falsa, disfarçada de bom moço! Por Diogo de Castro
Metrópoles: aluguel de copidesque!

Muito antes dos corretores de texto e da extraordinária evolução da inteligência artificial no mundo jornalístico, os jornais diários tinham, entre seus principais quadros, um copidesque para cada editoria. Tratava-se, portanto, de um profissional bom de português e redação, responsável pelo conteúdo que fazia o deleite dos leitores mais exigentes. Às vezes, para além da correção gramatical e de eventuais ajustes redacionais, o copidesque riscava frases e expressões que, embora corretamente grafadas, depunham contra a linha editorial. A introdução, que reputo necessária, ilustra, em tempos atuais, como um dos maiores portais de notícias do país terceirizou Lian Tahan, uma espécie de copidesque de luxo, para atender aos interesses do mercador da República, Daniel Vorcaro, de modo a conformar a produção aparentemente jornalística em estratégia de defesa e ataque do maior e mais auspicioso esquema que abalou o sistema financeiro brasileiro. O aluguel conferiu vultosas quantias ao famoso site de notícias das mídias digitais, revelando que o velho e antigo “jabá” (expressão que designa compra de jornalistas) continua vigendo, principalmente entre a chamada “mídia Pix”, alcançando de tabloides aos mais destacados meios de comunicação e subvertendo a máxima segundo a qual o jornalista deve ganhar a vida e escrever, e não escrever para ganhar a vida! Por Diogo de Castro.
Justiça proíbe Câmara de Salvador de entregar título de cidadão a Flávio em ato de campanha

Juíza avalia que cerimônia poderia interferir na disputa eleitoral pelo segundo turno; a liminar preserva a resolução que concedeu o título, que poderá ser entregue ao senador após as eleições SALVADOR – A Justiça da Bahia proibiu a Câmara Municipal de Salvador de realizar neste sábado, 17, a entrega do Título de Cidadão de Salvador ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), no Farol da Barra. A decisão liminar, à qual o Broadcast Político teve acesso, determina que qualquer solenidade oficial de outorga da honraria seja adiada para depois do encerramento definitivo do processo eleitoral de 2026. Assinada nesta sexta-feira, 16, pela juíza Carla Graziela Costantino de Araújo, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, a decisão também suspende a transferência da sede do Legislativo municipal para o local da homenagem. A magistrada fixou multa única de R$ 500 mil em caso de descumprimento injustificado, com cumprimento imediato a partir da intimação. A cerimônia estava marcada para as 15h, durante um ato de campanha do presidenciável. Ao analisar a ação popular apresentada por Maria Lúcia Andrade da Silva, a juíza avaliou que o momento escolhido para a homenagem e a mudança de sede poderiam comprometer a impessoalidade administrativa e interferir no segundo turno da eleição presidencial. Segundo a magistrada, essas circunstâncias interferem potencialmente no processo eleitoral, “desnaturando a solenidade pública oficial em evento com feição promocional ou partidária em favor de candidato à Presidência da República”. A juíza também considerou que a transferência da sede exigiria mobilização excepcional de servidores, segurança, cerimonial e estruturas móveis, gerando “gastos públicos desproporcionais e desnecessários ao erário municipal”. A liminar, contudo, preserva a resolução que concedeu o título ao senador. “O provimento jurisdicional não interfere na validade material da Resolução nº 3.592/2026 nem cassa a honraria conferida pelo Plenário”, escreveu a magistrada. A restrição recai sobre o momento da entrega oficial e a transferência da sede para essa finalidade. A decisão não determina o cancelamento do ato de campanha. Em manifestação prévia registrada no processo, a Câmara defendeu que a concessão de honrarias tem natureza política e integra a discricionariedade parlamentar. O Legislativo também sustentou a inexistência de ato ilícito e alegou risco de dano inverso e de irreversibilidade da medida. A magistrada entendeu, porém, que o adiamento não causa prejuízo à Câmara ou ao homenageado, uma vez que a entrega poderá ocorrer após as eleições. https://www.terra.com.br/noticias/eleicoes/justica-proibe-camara-de-salvador-de-entregar-titulo-de-cidadao-a-flavio-em-ato-de-campanha,c1a9121599c1138a6075e0de18f9230fff3oh85c.html?utm_source=clipboard
Pelegagem: Lula e o fim da jornada 6×1

Antes de discorrer sobre o tema principal, convém fazer uma rápida explanação acerca do termo que dá título a este artigo. Sem delongas, a expressão “pelego” designa o líder sindical que, furtivamente, alia-se ao patrão em troca de benesses, embora sustente um discurso arraigado de defesa da categoria trabalhadora que afirma representar. Foi nesse contexto que surgiu Luiz Inácio Lula da Silva como líder operário de expressão nacional, fundador da CUT (Central Única dos Trabalhadores), em oposição ao peleguismo sindical, inicialmente associado à CGT e, posteriormente, à Força Sindical. Esta última, na visão crítica aqui defendida, representava um simulacro de combatividade sindical, em contraste com o movimento operário que marcou o ABC Paulista nos anos 1980. Traçando um paralelo, é possível sustentar que a defesa tardia e oportunista do fim da chamada jornada 6×1, articulada desesperadamente a poucos dias do segundo turno das eleições, não passa, sob essa perspectiva, de uma manifestação de peleguismo por parte do presidenciável petista. Mesmo podendo ter atuado anteriormente e estando agora no exercício de seu terceiro mandato presidencial, Lula, a julgar pelo arrocho salarial, pela alta carga tributária e pela notável “proteção” de regras trabalhistas que mantêm a classe trabalhadora submetida a um modelo ultrapassado, fundado na tutela da relação de emprego, “deu” com uma mão e retirou com as duas justamente daqueles que afirma proteger. O governo Lula reproduz, assim, em escala e proporções muito maiores, a contradição entre o discurso e a prática, tal como fazia em sua atuação nos tempos em que militava no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP). Uma vez pelego, sempre pelego.
A desordem do ato pró-Lula e o ocaso moral da esquerda tupiniquim

A poucos dias do segundo turno da eleição nacional, marcado para 25 de outubro de 2026, o “juízo final” do lulopetismo, o “espectro político” representado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deu um show de horrores na Avenida Paulista e na estação do metrô. Pichações, depredação, incêndio de lixeiras, exibição do uso de cocaína e xingamentos impublicáveis, além de pânico e medo. Jovens mascarados, alguns com os cabelos pintados de verde e vermelho e sombras nos olhos que os faziam parecer zumbis, gritavam o nome de Lula como bezerros desmamados. Corriam, pulavam, abaixavam as calças, rebolavam e urinavam nas passarelas, chutando portas de lojas e arrancando placas de sinalização, como se estivessem em um ringue de vale-tudo. A indumentária incluía mulheres seminuas e homens biológicos com sungas fio-dental e coturnos. As palavras de ordem mandavam Flávio tomar no c., clamavam pela libertação da Palestina, pela destruição do Estado de Israel e pelo fim do que vociferavam ser o “domínio dos ianques”. Claro que, nessa parte, a coreografia foi coroada com a queima da bandeira estadunidense. Para os especialistas, movimentos como o de domingo, 11 de outubro de 2026, reforçam o fim da hegemonia petista, resultado de anos de alienação e da decadência de uma doutrina extremamente perversa para a juventude brasileira! O fato é que a desordem e a excrescência têm efeito colateral entre aqueles indecisos, mas pacatos e religiosos, que não desejariam ver os filhos integrando uma horda de vandalizadores alucinados.
URGENTE – Justiça condena Soraya Tronicke a indenizar vice de Flávio Bolsonaro por falsa acusação de estupro

Justiça condena Soraya Thronicke a indenizar Alfredo Gaspar em R$ 50 mil. A Justiça de Alagoas condenou a senadora Soraya Thronicke a pagar R$ 50 mil por danos morais ao deputado federal Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. A decisão considera que as declarações que associaram o parlamentar a um suposto crime de estupro ultrapassaram os limites da crítica política. O caso também foi arquivado no STF após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) pela falta de provas e por contradições nos depoimentos. * Fonte: CNN Brasil
Supremacista de Lula prega fechamento de igrejas, derrubada de redes sociais e imposição de “kit gay”

A deputada federal eleita pelo Estado de Minas Gerais, Ana Elisa Santos Silva, do PT, era a pá de cal que faltava para sepultar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno do pleito nacional, após amargar derrota no primeiro turno para Flávio Bolsonaro. Tida, até então, como uma excepcional cartada da campanha lulista para emplacar narrativas desfavoráveis ao líder bolsonarista, propagando notícias falsas, a influenciadora deixou seu candidato em apuros após a revelação de postagens de ódio, de cunho racista e preconceituoso, nas quais teria vociferado ataques à fé cristã, além de defender a derrubada das redes sociais e suplicar a “Xandão” — referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes — que banisse o Facebook, o Instagram e o X, antigo Twitter, utilizados por críticos ao regime vigente. Afoita, Ana Elisa teria praticado injúria racial contra a população negra do Sul do País e lamentado o fato de o pensamento divergente encontrar eco entre os “pretos do Sul”, expressão que teria empregado para destilar raiva indisfarçável. Ao tratar do aborto, tema sensível, a deputada eleita fez uma defesa pouco ortodoxa, recorrendo a linguajar chulo para apoiar, por conseguinte, a interrupção da gestação. A repercussão das declarações tomou de assalto a campanha de Lula, enquanto sua escudeira se apressou em apagar as postagens, numa vã tentativa de conter o chamado “fogo amigo”. A supremacista negra, em razão de sua elevada intolerância política e religiosa, notabilizou-se, em tão pouco tempo, pela defesa de práticas autoritárias, a exemplo daquelas atribuídas ao Estado Islâmico, incompatíveis com os princípios fundamentais da liberdade de expressão e de crença, pilares de nossa República, já tão combalida.
BOLSONARO, O EMPALADOR!

A assertiva “derrotamos o bolsonarismo”, do então ministro do Supremo Luís Roberto Barroso, por ocasião de ato político promovido por uma certa universidade paulista, não se mostrou verdadeira ao teste da realidade. Trata-se, nesse diapasão, de premissa falsa. O resultado das urnas neste domingo, 4 de outubro de 2026, revelou a força do mais emblemático preso político da atualidade, remontando à dura cadeia de Nelson Mandela, Jair Messias Bolsonaro. Preso, censurado e amordaçado, Bolsonaro conseguiu manter viva uma indignação jamais vista, conduzindo amplo movimento de oposição ao establishment, apavorando um monte de desertores. Condenado sem crime, a partir de uma bizarrice “jurídica”, sabidamente ilegal, ilegítima e arbitrária, promovida sob medida para garantir a reeleição, na mão grande, do velho e decadente “descondenado” Luiz Inácio Lula da Silva, Bolsonaro viabilizou o maior e mais consistente levante político contra o status quo. O cara conseguiu emplacar uma épica derrota contra inimigos confessos, dentre os quais se destaca o Min. Alexandre de Moraes — o ex-“muralha”, outrora advogado do comprador da República, Daniel Vorcaro —, e contra adversários de todos os matizes, do petismo ao Cavalo de Troia Missão, colocando em xeque a supremacia dos “donos” das mais altas Cortes, incluindo a jabuticaba “Justiça Eleitoral”, para além de superar a perfídia imperdoável de raposas de escol. O ranger de dentes que se observa agora nos faz lembrar de Vlad, o Empalador! Destaco que, mais do que o desempenho de um indivíduo, o episódio revela a resiliência de uma força política que não desapareceu com a prisão, a censura, a mordaça ou as restrições impostas ao arrepio da lei ao seu principal líder. O recado das urnas, mesmo para os mais céticos e para além das cegueiras e dos estrabismos ideológicos, foi claro: muda, Brasil — mas muda pelas urnas, pelo debate público e dentro dos marcos da Constituição. Que a indignação se transforme em participação cívica, fiscalização das instituições e cobrança democrática, jamais em violência ou ruptura institucional, ainda que o preço seja altíssimo, correndo o iminente perigo de ser imolado pelo sistema, jaz agonizante! Autor Diogo Castro
Lula e o PT já estariam sinalizando um 3º Turno ?

Diante do atual cenário político eleitoral, onde a maioria dos institutos de pesquisa já apontam o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, à frente do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, num eventual 2º Turno, alguns entenderam que Lula e o PT já estariam buscando um 3º Turno. O PT decidiu pedir ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, indicado recentemente por Lula, a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para apurar uma possível interferência estrangeira na eleição. O partido fez a manifestação em uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) que já tinha Dino como relator. A legenda defende que a apuração deve identificar a origem de recursos que podem ter origem no exterior para beneficiar uma candidatura. Na representação, a coordenação jurídica da campanha de Lula sustenta que Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro teriam articulado apoio do Governo dos EUA para interferir na disputa eleitoral brasileira. A petição cita negociações com autoridades americanas, tarifas e sanções aplicadas ao Brasil, além de declarações sobre as urnas eletrônicas. É aguardar e conferir, mas para muitos a ação do PT e de Lula é uma clara sinalização de que vão em busca de um 3º Turno.
O rastro de Vorcaro pelo Maranhão

As investigações sobre Daniel Vorcaro e o Banco Master já alcançaram uma série de personagens ligados ao Maranhão. Entre os nomes que aparecem em documentos, mensagens e operações financeiras estão o advogado Daniel Leite, o desembargador federal Newton Ramos, a advogada Camilla Ramos e uma servidora do Ministério Público Federal no estado cuja credencial foi usada para acessar informações sigilosas. Daniel Leite aparece em uma auditoria da Kroll contratada pelo BRB como personagem de uma operação envolvendo a compra de ações do banco. O advogado adquiriu os papéis após obter financiamento da Qista, empresa ligada ao ecossistema do Master. Ele nega irregularidades e afirma que a operação foi feita em nome próprio. Outro braço chega ao desembargador Newton Ramos. Mensagens extraídas do celular de Vorcaro fazem referência a processos envolvendo precatórios adquiridos pelo Master. A mulher do magistrado, Camilla Ramos, atuava em causas de interesse do banco que poderiam render honorários milionários. Newton afirma que não julgou processos de interesse da instituição. Camilla também aparece em registros relacionados a Vorcaro. A advogada manteve contato com o banqueiro para tratar de processos envolvendo precatórios. O casal ainda surge em mensagens associadas ao grupo conhecido como “Turma do KN”, referência ao ministro Kassio Nunes Marques. As ramificações chegam ainda ao Ministério Público Federal no Maranhão. Uma servidora, esposa de delegado, irmã de um desembargador substituto do Tribunal Regional Eleitoral e cunhada de um homem apontado como “faz tudo” de Flávio Dino, teve a credencial utilizada para gerar documentos sigilosos acessados pelo grupo investigado. Apesar da teia de relações, a apuração aponta para a obtenção indevida de senhas e, até agora, não atribui participação voluntária da funcionária no vazamento. Fonte: Leandro Miranda.