
Imperatriz tem uma eleição para deputado federal ou até mesmo de estadual, que merecem a atenção do eleitor. Não apenas pelos candidatos, mas pela matemática das chapas.
Algumas candidaturas podem não ter grandes chances de conquistar uma cadeira, mas podem obter uma votação expressiva e, pelo sistema proporcional, ajudar a eleger outros nomes da mesma legenda ou federação.
Um exemplo é Carlos Hermes, do PT. É conhecido em Imperatriz e pode ser bem votado, mas dificilmente seria eleito deputado federal. Seus votos, entretanto, entram na conta da chapa e podem ajudar outro nome petista com maior potencial eleitoral, como Márcio Jerry, personagem conhecido da política local e ex-integrante do governo municipal fracassado de Jomar Fernandes, onde chegou a ser chamado de “Ravengar” da administração.
Outro caso é o de Alberto Souza. Sua candidatura pode representar uma força eleitoral importante em Imperatriz e, consequentemente, contribuir para o desempenho do PDT e beneficiar candidatos de fora, como Erlânio Xavier.
E há ainda Vânia do MST, que já disputou uma vaga de deputada federal em 2022. Naquela eleição, recebeu mais de 21 mil votos no Maranhão, ficando como suplente. Agora, novamente candidata pelo PT, sua votação também poderá ter peso na composição da chapa.
Observem que Vereadores como Rodrigo Brasmar, Manchinha, entre outros, apenas são candidaturas que funcionam como cabo eleitorais carreando votos para candidatos que jamais o eleitor de Imperatriz votaria.
É importante deixar claro: chamar essas candidaturas de “laranjas” exigiria provas e pode ser juridicamente inadequado. Mas é perfeitamente legítimo discutir o papel estratégico que determinadas candidaturas exercem dentro de uma chapa.
O eleitor de Imperatriz precisa entender uma coisa:
votar em determinado candidato a deputado federal pode significar, indiretamente, ajudar a eleger outro que não queria.
Por isso, antes de apertar o botão verde, vale perguntar:
Quem, além do meu candidato, pode estar sendo beneficiado pelo meu voto?
Essa é a matemática eleitoral que muita gente só descobre depois da eleição.
A pergunta que não quer calar
E fica uma pergunta incômoda para o eleitor:
Essas candidaturas estão cumprindo esse papel apenas por fidelidade às suas siglas, para fortalecer a legenda e ajudar companheiros de partido, ou existe algum outro tipo de vantagem envolvida?
É inadmissível a reeleição de Márcio Jerry, um péssimo político que ninguém sabe como ele se elege, um cara que fez o prefeito perder a prefeitura e o mandato por incompetência.
🚨 IMPERATRIZ E REGIÃO, ABRAM OS OLHOS!
Os partidos lançam vários candidatos e, quando os votos da região se dividem, os candidatos daqui perdem força.
Enquanto isso, outros grupos conseguem concentrar votos e eleger seus próprios representantes.
Resultado: Imperatriz e região continuam sem uma representação política forte.
É como periquito na época da manga e do milho verde: aparece na época da colheita, pega o que precisa e depois desaparece.
Então, eleitor, antes de votar, pergunte:
Quem realmente tem condições de ser eleito?
Quem conhece e defende nossa região?
Quem vai estar aqui depois da eleição?
**VOTO DIVIDIDO ENFRAQUECE.
VOTO CONSCIENTE FORTALECE.**
IMPERATRIZ E REGIÃO PRECISAM ELEGER QUEM VAI LUTAR POR ELAS!
Gilberto Castro