BOLSONARO, O EMPALADOR!

A assertiva “derrotamos o bolsonarismo”, do então ministro do Supremo Luís Roberto Barroso, por ocasião de ato político promovido por uma certa universidade paulista, não se mostrou verdadeira ao teste da realidade. Trata-se, nesse diapasão, de premissa falsa. O resultado das urnas neste domingo, 4 de outubro de 2026, revelou a força do mais emblemático preso político da atualidade, remontando à dura cadeia de Nelson Mandela, Jair Messias Bolsonaro. Preso, censurado e amordaçado, Bolsonaro conseguiu manter viva uma indignação jamais vista, conduzindo amplo movimento de oposição ao establishment, apavorando um monte de desertores. Condenado sem crime, a partir de uma bizarrice “jurídica”, sabidamente ilegal, ilegítima e arbitrária, promovida sob medida para garantir a reeleição, na mão grande, do velho e decadente “descondenado” Luiz Inácio Lula da Silva, Bolsonaro viabilizou o maior e mais consistente levante político contra o status quo. O cara conseguiu emplacar uma épica derrota contra inimigos confessos, dentre os quais se destaca o Min. Alexandre de Moraes — o ex-“muralha”, outrora advogado do comprador da República, Daniel Vorcaro —, e contra adversários de todos os matizes, do petismo ao Cavalo de Troia Missão, colocando em xeque a supremacia dos “donos” das mais altas Cortes, incluindo a jabuticaba “Justiça Eleitoral”, para além de superar a perfídia imperdoável de raposas de escol. O ranger de dentes que se observa agora nos faz lembrar de Vlad, o Empalador! Destaco que, mais do que o desempenho de um indivíduo, o episódio revela a resiliência de uma força política que não desapareceu com a prisão, a censura, a mordaça ou as restrições impostas ao arrepio da lei ao seu principal líder. O recado das urnas, mesmo para os mais céticos e para além das cegueiras e dos estrabismos ideológicos, foi claro: muda, Brasil — mas muda pelas urnas, pelo debate público e dentro dos marcos da Constituição. Que a indignação se transforme em participação cívica, fiscalização das instituições e cobrança democrática, jamais em violência ou ruptura institucional, ainda que o preço seja altíssimo, correndo o iminente perigo de ser imolado pelo sistema, jaz agonizante! Autor Diogo Castro

Presidente do TSE, Nunes Marques do STF diz que IA pode ser usada em campanha se não ‘prejudicar’ ninguém

Há problema em casos que ofender candidato, políticos ou outras pessoas esclareceu presidente do TSE   O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques, esclareceu no domingo (26) que o uso de inteligência artificial em campanhas é permitido desde que não prejudique ninguém. O magistrado afirmou haver problema se a tecnologia for utilizada para ofender candidatos, políticos ou outras pessoas. A declaração do presidente do TSE se deu depois da Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), que oficializou no sábado (25) a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto. No evento, foi exibido um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro feito com inteligência artificial. Sobre a ação protocolada junto ao TSE, Nunes Marques disse ao Estadão que a Corte Eleitoral irá examinar o caso com base na resolução sobre inteligência artificial. O ministro relatou também que não poderia ainda se manifestar acerca do caso, mas destacou que a tecnologia é usada até pelo Judiciário e não deveria ser criminalizada de forma genérica. Moraes Alexandre de Moraes, apontou que o uso de um vídeo gerado por inteligência artificial com a imagem de Jair Bolsonaro na convenção de Flávio Bolsonaro pode configurar deepfake ilegal ou descumprimento de ordens judiciais.