Aliados de Lula querem apreensão de passaporte de Flávio Bolsonaro

Foto: Charles Vieira Os deputados federais Duda Salabert (PDT-MG) e Otoni de Paula (MDB-RJ) afirmaram ter solicitado medidas para impedir que o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixe o Brasil após a derrota na disputa pela Presidência da República, neste domingo (25). Segundo informações publicadas pelo site Claudio Dantas, os parlamentares defendem a apreensão do passaporte do senador, sob a alegação de risco de fuga. Duda anunciou o pedido em publicação na rede social X nesta segunda-feira (26). A deputada, no entanto, não informou a qual autoridade encaminhou a solicitação nem apresentou documentos que sustentem a hipótese de que Flávio pretenda sair do país para evitar investigações. “Não podemos permitir que ele se junte ao irmão nos EUA para tramar contra a soberania nacional!”, escreveu a parlamentar, que também defendeu a prisão do senador. Otoni de Paula, por sua vez, declarou ter apresentado, na noite de domingo, uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR). O deputado pediu que o órgão avalie, em caráter de urgência, a adoção de medidas cautelares contra Flávio. Entre as providências solicitadas estão a proibição de deixar o Brasil, a entrega dos passaportes e a comunicação de eventual decisão à Polícia Federal e às autoridades responsáveis pelo controle migratório. Segundo a reportagem, Flávio é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Um trata do financiamento do filme “Dark Horse”, que recebeu patrocínio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, relatorio da PF diz que não tem nada de ilegal. O outro apura suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas à relação do senador com o advogado Willer Tomaz, uma suposta sociedade que nada existe, apenas uma narrativa. Há ainda um procedimento referente a uma acusação de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
BOLSONARO, O EMPALADOR!

A assertiva “derrotamos o bolsonarismo”, do então ministro do Supremo Luís Roberto Barroso, por ocasião de ato político promovido por uma certa universidade paulista, não se mostrou verdadeira ao teste da realidade. Trata-se, nesse diapasão, de premissa falsa. O resultado das urnas neste domingo, 4 de outubro de 2026, revelou a força do mais emblemático preso político da atualidade, remontando à dura cadeia de Nelson Mandela, Jair Messias Bolsonaro. Preso, censurado e amordaçado, Bolsonaro conseguiu manter viva uma indignação jamais vista, conduzindo amplo movimento de oposição ao establishment, apavorando um monte de desertores. Condenado sem crime, a partir de uma bizarrice “jurídica”, sabidamente ilegal, ilegítima e arbitrária, promovida sob medida para garantir a reeleição, na mão grande, do velho e decadente “descondenado” Luiz Inácio Lula da Silva, Bolsonaro viabilizou o maior e mais consistente levante político contra o status quo. O cara conseguiu emplacar uma épica derrota contra inimigos confessos, dentre os quais se destaca o Min. Alexandre de Moraes — o ex-“muralha”, outrora advogado do comprador da República, Daniel Vorcaro —, e contra adversários de todos os matizes, do petismo ao Cavalo de Troia Missão, colocando em xeque a supremacia dos “donos” das mais altas Cortes, incluindo a jabuticaba “Justiça Eleitoral”, para além de superar a perfídia imperdoável de raposas de escol. O ranger de dentes que se observa agora nos faz lembrar de Vlad, o Empalador! Destaco que, mais do que o desempenho de um indivíduo, o episódio revela a resiliência de uma força política que não desapareceu com a prisão, a censura, a mordaça ou as restrições impostas ao arrepio da lei ao seu principal líder. O recado das urnas, mesmo para os mais céticos e para além das cegueiras e dos estrabismos ideológicos, foi claro: muda, Brasil — mas muda pelas urnas, pelo debate público e dentro dos marcos da Constituição. Que a indignação se transforme em participação cívica, fiscalização das instituições e cobrança democrática, jamais em violência ou ruptura institucional, ainda que o preço seja altíssimo, correndo o iminente perigo de ser imolado pelo sistema, jaz agonizante! Autor Diogo Castro
Flávio Bolsonaro liga Fernando Sarney a Dino e questiona operação sobre filme de Bolsonaro

Flávio Bolsonaro, Flávio Dino e Fernando Sarney O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro levantou nesta sexta-feira (11), durante uma live nas redes sociais, suspeitas sobre uma possível ligação entre o empresário Fernando Sarney e o ministro Flávio Dino no caso envolvendo a produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio comentou o documento apreendido pela Polícia Federal em que Karina Gama, dona da produtora responsável pelo filme, relata ter sido procurada por Fernando Sarney para tratar de uma possível delação premiada. Segundo a empresária, Fernando teria afirmado possuir “grande proximidade” com Dino e oferecido apoio caso ela tivesse interesse em colaborar com as autoridades. Durante a live, Flávio chamou atenção para o fato de Fernando Sarney ser filho do ex-presidente José Sarney e do Maranhão, mesmo estado de origem de Dino. “Chuta qual o estado que ele é? Maranhão. Vocês sabem qual ministro do Supremo é do Maranhão? Já ouviram falar de Flávio Dino?”, questionou o senador. A declaração ocorre um dia depois de uma operação da PF, autorizada por Flávio Dino, atingir Karina Gama. O documento com o relato das supostas pressões foi encontrado durante as buscas. Karina afirma que as abordagens tinham como objetivo convencê-la a fazer uma colaboração premiada envolvendo Flávio Bolsonaro. Fernando Sarney nega as acusações. Em manifestação à imprensa, afirmou que não conhece Karina Gama, nunca manteve contato com ela e jamais tratou de delação envolvendo o filme. Também negou a alegada proximidade com Dino e afirmou que os dois estiveram em campos políticos adversários no Maranhão. Flávio Bolsonaro também classificou a investigação sobre o filme como uma “interferência política” e afirmou que a produção não recebeu recursos públicos. Para o senador, a operação teria motivação eleitoral diante de sua candidatura à Presidência da República.
Dino autoriza relatórios do Coaf em investigação policial sobre produtora de ‘Dark Horse’

Resumo O ministro Flávio Dino, do STF, autorizou o Coaf a produzir e compartilhar relatórios financeiros sobre a produtora Karina da Gama e sua ONG, o Instituto Conhecer Brasil. A medida atende a um pedido da Polícia Civil de São Paulo, antes negado pela Justiça paulista, que investiga o suposto desvio de verbas públicas da Prefeitura para financiar o filme “Dark Horse”, inspirado em Jair Bolsonaro. A defesa de Karina declarou respeitar a decisão e reafirmou que a produtora não cometeu irregularidades. Ao retirar o sigilo da investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre o filme “Dark Horse”, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), também autorizou que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) produza relatórios financeiros sobre a produtora do longa-metragem, Karina da Gama, e sobre a ONG da qual ela é presidente, o Instituto Conhecer Brasil (ICB). Os policiais vinham solicitando a quebra de sigilo desde maio, mas os pedidos não foram autorizados pela Justiça paulista. A Polícia Civil de São Paulo pediu informações financeiras sobre Karina e o ICB contemplando a pesquisa desde junho de 2024, quando a entidade assinou um contrato com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de WiFi livre em comunidades de baixa renda da capital paulista. Segundo as investigações, há suspeitas de que recursos públicos tenham sido desviados para a produção do longa-metragem inspirado na vida de Jair Bolsonaro. A Justiça de São Paulo não autorizou a quebra de sigilo sobre Karina e a ONG. Em decisão do final de agosto, o juiz Nelson Augusto Bernardes afirmou que, para autorizar a produção dos relatórios, eram necessárias mais informações sobre o objeto da investigação. A polícia prestou os esclarecimentos, mas a Justiça de São Paulo não voltou a analisar o pedido. Neste domingo, 13, a produção dos relatórios foi autorizada por Dino. O Coaf já produziu relatórios de inteligência sobre Karina da Gama no bojo de uma investigação da Polícia Federal sobre o desvio de recursos públicos para a produção de “Dark Horse”. Com a decisão de Dino, os dados poderão ser compartilhados com o inquérito da polícia paulista. Em nota, a defesa de Karina da Gama afirmou que recebe a decisão de Dino sobre a quebra do sigilo “com absoluto respeito”. “A transparência interessa à Justiça, à sociedade e, sobretudo, à própria defesa”, disse o advogado Ricardo Sayeg, que representa a produtora. A defesa sustenta que Karina não cometeu nenhum ilícito. Fonte: Terra.com.br