Vários artistas do círculo do ‘Rei’ sofreram com o tipo de luto que abalou profundamente até o criador da Psicanálise, Freud

Em 2014, três dias após enterrar seu único filho, Rafael, o apresentador Jô Soares estava de volta aos estúdios da Globo.
Na primeira gravação, comentou a respeito.
“Eu sofri a dor que é o pesadelo de todo pai. A inversão da ordem natural das coisas. A perda de um filho.”
No universo artístico, outros famosos passaram pelo mesmo martírio.
O cantor Roberto Carlos viveu isso duas vezes, com as mortes de Ana Paula, em 2011, e Dudu Braga, em 2021 — a quem ele definiu como o “grande ídolo” de sua vida.
No entorno do ‘Rei’, amigos também sentiram o vazio da despedida de um filho.
Entre eles, Wanderléa, com a morte de Leonardo, e Erasmo Carlos, pela partida de Carlos Alexandre.
Outra pessoa que fez parte da história de Roberto Carlos e também conheceu esse luto devastador foi Maria Stella Splendore.
A modelo teve dois filhos com o estilista Dener. O primogênito, Frederico, morreu aos 26 anos, em 1993.
O casal era próximo do cantor de ‘Emoções’. Segundo Splendore disse numa entrevista à ‘Folha’, a canção ‘Namoradinha de um Amigo Meu’, de 1966, foi inspirada nela.
Pai da Psicanálise, Sigmund Freud perdeu uma filha, Sophie, e um neto, Heinele.
Em uma carta escrita a um amigo, citou “grave ferida narcísica”. “Desde então, não encontro mais prazer na vida.”
Para ele, esse tipo de perda não atinge apenas o vínculo afetivo, mas também a imagem que os pais constroem da próxima existência e do futuro.
Ninguém que sobrevive à morte de um filho continua sendo a mesma pessoa.
Fonte: terra.com.br