Evaldo Braga, o Ídolo Negro, morreu em 31 de janeiro de 73, o cantor que partiu cedo.

 Eterna Memória: Evaldo Braga, 45 anos.
Evaldo Braga na capa do primeiro LP

Evaldo Braga viveu apenas 25 anos e teve uma rápida carreira como cantor de sucesso na nossa música popular. Definido por alguns críticos e estudiosos de música como o primeiro cantor negro a fazer sucesso interpretando e compondo músicas bregas e no gênero black music, Evaldo Braga nasceu em Campos os Goitacazes, no interior do Rio de Janeiro de pais desconhecidos.

 Ele teria sido abandonado em um cesto de lixo e passou toda a infância e adolescência interno no Serviço de Amparo ao Menor (SAM), onde foi companheiro do depois célebre jogador de futebol Dadá Maravilha.

Evaldo Braga na capa de um dos LPs póstumos

 Aos 20 anos trabalhou como engraxate nas portas de rádios e gravadoras do Rio de Janeiro, e foi assim que conheceu o produtor e compositor Osmar Navarro e o cantor Nilton César, que lhes deram sua primeira chance de entrar para o mundo musical. 

Evaldo Braga – Sorria, Sorria (1972) editado

Olá, fãs e amigos do Ídolo Negro!Essa é pra matar a saudade…OBS.: Vídeo editado a partir de imagens do YouTube pelos amigos da MVideos VHS.

Publicado por Evaldo Braga – o Ídolo Negro vive em Sábado, 26 de novembro de 2016

Ele foi primeiro divulgador dos discos de Nilton César e depois, por intermédio de Osmar Navarro, gravou o primeiro disco em 1971, um compacto simples com a música “Só Quero” que foi muito bem recebida pelo público e vendeu mais de 150 mil cópias.

 O sucesso repentino o levou para as paradas musicais e para os programas de auditório. Rapidamente entrou em estúdio e gravou seu primeiro LP, “O Ídolo Negro”, outro sucesso de vendas e que o tornou conhecido em todo o território brasileiro.

Evaldo Braga em foto de 1971

 Mas a consagração como ídolo negro popular viria em 1972 com o segundo LP e com a música “Sorria, Sorria”, de sua autoria, e que ficou nas paradas de sucesso por muitas semanas, sendo executadas nas rádios mais populares incessantemente.

 Boêmio, Evaldo Braga não raramente abusava da bebida, e morreu de forma trágica em um acidente automobilística na BR-03 que liga o Rio de Janeiro à Bahia, na altura da cidade de Três Rios, após uma tentativa de ultrapassagem forçada. Apagava-se ali uma bonita voz que poderia ter feito uma brilhante carreira no estilo mais popular, ou brega como querem alguns, da nossa música.

Após a morte, Evaldo Braga teve ainda dois LPs lançados em sua homenagem e com expressivas vendagens.

 

Evaldo Braga, o cantor que partiu cedo

Evaldo Braga (Campos dos Goytacazes, 1945 — Três Rios, 31 de janeiro de 1973) foi um cantor e compositor brasileiro do estilo popular.
Evaldo Braga não teve pais conhecidos, tendo sido criado em um orfanato fluminense, juntamente com o ex-jogador Dadá Maravilha. Sua mãe, uma prostituta da cidade de Campos, o abandonou numa lata de lixo. Foi nela que se inspirou para compor seu maior sucesso, “Eu Não Sou Lixo”. Boêmio, alcoólatra, morreu em um acidente automobilístico na BR-3 (Rio-Juiz de Fora), ocupando um Volkswagen TL, após tentativa de ultrapassagem forçada segundo populares. Importante ressaltar que no momento do acidente, Evaldo Braga não dirigia o carro, mas seu motorista. Seu túmulo é um dos mais visitados no feriado de Finados no Cemitério do Caju, Rio de Janeiro.

Trabalhou por muito tempo como engraxate, nas portas de rádios e gravadoras. Com esta ocupação conheceu diversos artistas; entre os quais Nilton César, que ofereceu-lhe a primeira chance de emprego no meio artístico, como seu divulgador. Com isso, conheceu Edson Wander e apareceu pela primeira vez no ramo musical, compondo “Areia no meu Caminho” juntamente com Reginaldo José Ulisses. A música foi gravada pelo cantor Edson Wander em seu primeiro disco, “Canto ao Canto de Edson Wander”, em 1968, e estourou nas paradas brasileiras, chegando a superar artistas do porte de Roberto Carlos. Com isso conheceu o produtor e compositor Osmar Navarro, que o convidou para gravar um disco na gravadora Polydor. Posteriormente teve músicas gravadas por Paulo Sérgio, um dos artistas que muito o ajudou no mercado musical.

Na música, celebrizou-se em 1969, no estilo “dor-de-cotovelo”, tendo firmado parceria com compositores como Carmem Lúcia, Pantera, Isaías Souza e outros. Apresentava-se frequentemente no programa a Discoteca do Chacrinha. Seus maiores sucessos foram “Eu Não Sou Lixo”, “Nunca Mais”, “A Cruz que Carrego”, “Mentira”, “Sorria, Sorria”, entre outros.

Foi homenageado com um disco em que artistas como Flor, Canarinhas de Petrópolis dentre outros, faziam duetos com o proprio de cujus.

Fonte: Wikipédia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Evaldo_Braga 

A crítica musical, tardiamente, reconheceu que Evaldo Braga cantava muito.

A cada disco, nunca ouvia elogios, apenas frases negativas. Perdeu a paciência e revelou numa entrevista que não fazia música para a elite, mas para as pessoas que moravam na Zona Norte do Rio de Janeiro.

   

Por serem pobres e sofridos, conseguiam entender suas letras. Nos anos 2000, o hit “Sorria, Sorria” virou trilha sonora de um anúncio comercial de televisão. Tardiamente, a crítica reconheceu que Evaldo Braga cantava muito.

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